segunda-feira, 25 de maio de 2015

Dia da toalha

Se você digitar na barra de busca do Google qual é a "resposta para a vida, o universo e tudo o mais" obterá como resposta o número 42. Essa é a resposta para a Pergunta Fundamental!


Hoje, dia 25 de maio, é o Dia do orgulho nerd...

The Office Michael Scott No God Please No

Na verdade, o dia 25 de maio é mais conhecido como o Dia da toalha e foi escolhido para homenagear o escritor inglês Douglas Adams (1952-2001), autor de O Guia do mochileiro das galáxias, uma grande obra de ficção científica do século XX.

Essa série teve origem em 1978, como um programa de rádio da BBC. Em seguida, foi compilada em uma coleção de cinco livros e, em 2005, foi infelizmente adaptada para o cinema, pelo diretor Garth Jennings, tendo Martin Freeman (o Bilbo Bolseiro, da trilogia O Hobbit) no papel de Arthur Dent.

Além da série de rádio, da coleção de livros e do filme de 2005, a sério O Guia do mochileiro das galáxias foi gravada em uma minissérie de seis episódios para a televisão, em 1981, também pela emissora inglesa. Os episódios podem ser encontrados no Youtube, no canal Hitchhikers Guide.

Confira o primeiro episódio da série:


A razão para o dia 25 de maio ser chamado por muitos de o "Dia do orgulho nerd" é que esta data marca o lançamento do primeiro filme da saga Star Wars, em 1977 - Star Wars Episódio IV: Uma nova esperança.

A data foi escolhida para comemorar a première do primeiro filme da série Star Wars, o Episódio IV: Uma Nova Esperança, em 25 de maio de 1977
Pôster do filme Star Wars Episódio IV: Uma nova esperança (1977).
Fonte: http://tecnologia.ig.com.br/2015-05-25/25-de-maio-o-que-e-o-dia-da-toalha-e-o-dia-do-orgulho-nerd.html

Independente de como é chamado, este dia é celebrado por pessoas do mundo todo como forma de homenagear uma grande obra literária da cultura pop e um dos grandes clássicos do cinema. O mais importante é ter em mente o seguinte: o sentido da vida é "42", traga sempre consigo uma toalha (com certeza, o item mais importante de todo mochileiro) e não entre em pânico!

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Veja também:

sábado, 2 de maio de 2015

Escravos das nossas escolhas

Alguns já devem ter lido este texto publicado no blog do Estadão da advogada e professora universitária Ruth Manus.

Pode não fazer sentido para alguns, estar muito distante para outros ou já ter passado para quem for mais velho. Não importante o perfil em que você se encaixa, esse texto vale a leitura e a reflexão.


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A triste geração que virou escrava da própria carreira
(Ruth Manus)

Era uma vez uma geração que se achava muito livre.
Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.
Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar o aluguel, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.
Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.
Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.
Frequentou as melhores escolas.
Entrou nas melhores faculdades.
Passou no processo seletivo dos melhores estágios.
Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão.
E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.
Era uma vez uma geração que quase aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam a vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar.
Ninguém podia os deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.
O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.
O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que era necessário e o que era vício.
O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.
Mas, sabe como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir.
Essa geração tentava se convencer de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.
Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent.
Uma estranha geração que tomava café para acordada e comprimidos para dormir.
Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipe? Sim.
Mas para a vida, costumava ser não:
Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.
Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.
Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.
Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.
Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia.
Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel fazenda pudessem fazer algum sentido.
Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos "amigos".
Era uma geração que achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.
Só não tinha controle do próprio tempo.
Só não via que os dias estavam passando.
Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que o bônus do final do ano não comprariam os anos de volta.
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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Fotografia molecular

Em maio de 2013, um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia (Berkeley), conseguiu realizar pela primeira vez algo bastante inesperado, de forma quase acidental, mas muito esperado há muitos anos: capturar imagens de reações químicas!

O objetivo da pesquisa era desenvolver novas nanoestruturas para o grafeno - uma forma alotrópica do carbono (assim como grafite, diamante ou os nanotubos de carbono) que se destaca por ser um excelente condutor de calor e eletricidade. Essa substância possui uma estrutura plana com os átomos de carbono dispostos em forma de rede, densamente compactados.

Modelo da estrutura do grafeno. Os átomos de carbono (esferas cinzas) estão unidos entre si formando
uma rede de arame. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Grafeno#/media/File:Graphen.jpg.

A técnica utilizada pelos pesquisadores consistiu, basicamente, em utilizar microscópios especiais para sondar as superfícies dos materiais com resolução atômica. Esse procedimento foi realizado em temperaturas muito baixas (cerca de -270 °C) para diminuir ao máximo a vibração das moléculas e, assim, facilitar a localização. Em seguida, usaram um microscópio de tunelamento para escanear e localizar as moléculas que puderam ser registradas em uma imagem. A superfície foi aquecida aos poucos até que ocorreu uma reação química. Após a reação, resfriou-se novamente a superfície para localizar as moléculas dos produtos formados.


As imagens obtidas mostram as estruturas de moléculas formadas por átomos de carbono e hidrogênio. É possível ver a estrutura do reagente e, após o aquecimento, as estruturas de dois produtos formados.


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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Colorindo o passado

Hoje em dia é mais do que comum as pessoas tirarem fotografias de outras pessoas, objetos, paisagens etc. Cada vez mais os celulares e smartphones e outros dispositivos portáteis trazem câmeras fotográficas embutidas (com melhor ou pior resolução). Sem contar os fotógrafos profissionais que possuem inúmeros recursos e câmeras cada vez mais sofisticadas que os permitem fotografar cada vez mais e melhor.

Aplicativos e redes sociais como o Instagram levaram o conceito de "tirar fotografias" a um novo patamar: estamos constantemente atualizados sobre o que cada pessoa está fazendo, lendo, comendo, se está curtindo um show, assistindo a alguma série no Netflix, se está indo viajar ou se está na praia bebendo uma cerveja enquanto você está dando "like" nas fotos durante sua pausa do trabalho para um café...

Porém, sabemos que nem sempre foi assim... antigamente, fotografias eram um artigo de luxo, mas pouco tecnológico. Assim, momentos históricos foram registrados em preto e branco. No entanto, graças ao trabalho de artistas como Dana KellerJordan L. LloydPaul Edwards e Patty Allison é possível transformar cenas e personalidades marcantes na história dando-lhes cores. O resultado é bastante interessante!

Confira algumas dessas fotos coloridas por esses artistas:

Pablo Picasso
Foto do pintor espanhol Pablo Picasso (1881-1973). Fonte: Hypescience.

Winston Churchill, 1941
Winston Churchill (1874-1965) foi o primeiro-ministro britânico durante a Segunda Guerra Mundial.
Fonte: Hypescience.

Albert Einstein, 1921
O físico alemão Albert Einstein (1879-1955) é popularmente conhecido por formular teoria da Relatividade.
Fonte: Hypescience.

Albert Einstein em uma praia de Long Island em 1939
Albert Einstein em um praia de Long Island, em 1939. Fonte: Hypescience.

Marilyn Monroe
Marilyn Monroe (1926-1962), nascida Norma Jeane Mortenson, foi uma atriz, cantora e modelo norte-americana.
Fonte: Hypescience.

Charlie Chaplin com 27 anos, 1916
Charlie Chaplin (1889-1977) aos 27 anos de idade. Fonte: Hypescience.

O efeito que as cores trazem às fotos é realmente fantástico! Você conferir outras fotos nos sites dos artistas citados neste post ou clicando aqui.

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terça-feira, 14 de abril de 2015

Entendeu ou quer que desenhe?

É uma notícia antiga, mas nem por isso deixa de ser interessante...

Todos os anos alguns cientistas do mundo são laureados com o prêmio Nobel. No entanto, entender o que esses cientistas descobriram não é algo trivial. Você sabe, por exemplo, o que significa alguma descoberta feita nas áreas de Química e Física?

Para tentar ajudar nesse entendimento, em 2012, o fotógrafo alemão Volker Steger foi contratado por uma revista italiana, para fazer um ensaio fotográfico com alguns dos ganhadores do prêmio Nobel. Para esse trabalho, Steger teve uma ideia bastante criativa: pediu a cada um dos 50 laureados que "desenhassem suas descobertas" da maneira mais simples possível! Em seguida, eles foram fotografados segurando os desenhos.

Intitulado "Sketches of Science: Photo session with Nobel laureates" o ensaio foi exibido em uma mostra por vários países como uma forma divertida e criativa de homenagear os laureados e suas descobertas, nem sempre compreendidas!

Veja algumas fotografias do ensaio:

Steven Chu, prêmio Nobel de Física em 1997. Fonte: Revista Galileu.



Robert Laughlin, prêmio Nobel de Física em 1998. Fonte: Revista Galileu.


Harold Kroto, prêmio Nobel de Química em 1996. Fonte: Revista Galileu.



Françoise Barré-Sinoussi, prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 2008.
Fonte: Revista Galileu.


Elizabeth H. Blackburn, prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 2009.
Fonte: Revista Galileu.

O making of do ensaio está disponível no Nobel Museum, mas você pode vê-lo aqui:


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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Conversa de botas batidas

Eu sei que (infelizmente) existem pessoas que não curtem a banda, mas temos que admitir a genialidade das músicas dos Los Hermanos.

Muitos já devem conhecer essa história... eu não conhecia! No entanto, quando li no blog Pensar enlouquece achei demais e a música "Conversa de botas batidas" passou a ter outro significado...

Essa história começou (e terminou) no dia 25 de setembro de 2002, no antigo hotel Linda do Rosário localizado na rua do Rosário, na cidade do Rio de Janeiro. Devido a uma reforma mal executada que acabou abalando a estrutura do prédio, o hotel veio a desabar... infelizmente duas pessoas (um casal) acabaram morrendo sob os escombros. Sobre o casal, não sabemos seus nomes - um professor, que na época tinha 71 anos de idade, e uma bancária, com 47 anos. A identidade dos dois foi mantida em segredo pelo seguinte motivo: eles viviam um romance secreto! Após o desabamento seus corpos foram encontrados nus e abraçados sobre os restos da cama...

A tragédia inspirou a artista plástica Adriana Varejão a criar a obra "Linda do Rosário", de 2004.

Linda do Rosário, obra da artista Adriana Varejão inspirada nas paredes azulejadas do hotel que desabou em 2002
"Linda do Rosário" (2004), obra da artista plástica Adriana Varejão. Fonte: http://www.inhotim.org.br/


Essa trágica história de amor inspirou o vocalista da banda, Marcelo Camelo, a compor a música que faz parte do álbum Ventura, de 2003.

Conversa de botas batidas
(Los Hermanos)

Veja você, onde é que o barco foi desaguar
A gente só queria um amor
Deus parece às vezes se esquecer
Ai, não fala isso, por favor
Esse é só o começo do fim da nossa vida
Deixa chegar o sonho, prepara uma avenida
Que a gente vai passar.

Veja você, quando é que tudo foi desabar
A gente corre pra se esconder
E se amar, se amar até o fim
Sem saber que o fim já vai chegar

Deixa o moço bater
Que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos
Pra um amor de tantas rugas
Não ter o seu lugar

Abre a janela agora
Deixa que o sol te veja
É só lembrar que o amor é tão maior
Que estamos sós no céu
Abre as cortinas pra mim
Que eu não me escondo de ninguém
O amor já desvendou nosso lugar
E agora está de bem

Deixa o moço bater
Que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos
Pra um amor de tantas rugas
Não ter o seu lugar

Diz, quem é maior que o amor?
Me abraça forte agora, que é chegada a nossa hora
Vem, vamos além
Vão dizer, que a vida é passageira
Sem notar que a nossa estrela vai cair


 Camelo descreveu a canção da seguinte maneira:

"Uma divagação sobre uma situação real. Um senhor e uma senhora morreram num desabamento aqui no Rio, e eles eram amantes. A música é como se fosse uma conversa deles antes de o prédio desabar."
A vida tem dessas coisas...

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terça-feira, 7 de abril de 2015

Bumerangue

Originário da Austrália o bumerangue foi desenvolvido para ser usado como arma de guerra e de caça. É também um dos melhores itens usados nos jogos da série The Legend of Zelda (Sim! Sua vida fica muito mais fácil ao longo do jogo!).


No entanto, alguém já conseguiu lançar um bumerangue e este retornar às suas mãos da mesma forma que Link faz nos jogos?

Embora pareça magia, a física por trás do lançamento de um bumerangue envolve conceitos fundamentais de Mecânica clássica, como momento angular orbital e torque.



Ou seja, voltamos à magia... Vamos, então, tentar revelar os segredos!

Um artigo de 1999, publicado na Revista Brasileira de Ensino de Física, intitulado "Por que o boomerang retorna?" trata exatamente dessa questão e procura explicar de forma simplificada os conceitos físicos por traz da mágica.

Bumerangues têm um perfil de "asa de avião" com as faces planas e arredondadas. Ao serem lançados, a velocidade da haste que gira para frente, é sempre maior do que a velocidade da haste de baixo. Isso gera um torque que aumenta a pressão em cima inclinando os bumerangues a cada volta. Além disso, há um momento angular orbital atuando perpendicularmente ao plano de rotação.

Esses dois fenômenos aliados são responsáveis pelo movimento do bumerangue: à medida que gira, o torque responsável pela variação do momento angular o faz inclinar e realizar o movimento circular retornando às mãos do lançador. Esse efeito conhecido como efeito giroscópico é análogo ao que acontece quando se faz uma curva com a bicicleta sem usar as mãos, mas apenas inclinando o corpo para o centro da curva.


Muito complicado? Pois bem, o canal Veritasium fez um vídeo que ilustra essa explicação. Veja!


Se você quer treinar seus lançamentos, o canal do Manual do mundo fez um vídeo ensinando como construir facilmente um bumerangue.


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