segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

A Boy and His Atom

Essa reportagem foi publicada em maio de 2013, mas foi uma amiga do trabalho quem me mostrou na semana passada (Obrigado, Thalita!).

Cientistas da IBM produziram um curta-metragem intitulado "A Boy and His Atom" (Um Garoto e seu Átomo) de uma maneira um tanto quanto diferente da convencional. Mas o que torna essa produção tão peculiar?

Pois bem, trata-se de um curta-metragem que utiliza átomos e moléculas como seus protagonistas...


Isso mesmo! Utilizando um microscópio de tunelamento bastante potente, que funciona a uma temperatura de - 268 °C, e minúsculos imãs feitos de 12 (!!!) átomos, os cientistas foram capazes de registrar o movimento de 5.000 moléculas de dióxido de carbono (o famoso, e um tanto polêmico, gás carbônico!) ampliadas 100 milhões (eu disse 100.000.000!) de vezes. Para isso, eles utilizaram uma agulha muito fina sobre uma superfície de cobre para atrair ou repelir os átomos e as moléculas.

Frame do filme A Boy and His Atom, que tem duração de 1 minutos e 30 segundos e foi produzido pela IBM
Frame do curta-metragem "A Boy and His Atom" produzido pela IBM. Fonte: Veja.

Veja a seguir os bastidores dessa produção.


O curta tem duração de 1min30s e entrou no Guinness como a "menor animação do mundo". Veja o resultado!


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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Metal hidrofóbico

Li essa matéria no Hypescience. Um grupo de cientistas da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, desenvolveram um metal extremamente hidrofóbico, ou seja, possui a característica de não interagir com a água.

Os pesquisadores utilizaram uma "técnica de laser potente e precisa que cria um intrincado padrão de estruturas de micro e nanoescala para dar ao metal suas novas propriedades."

O efeito observado é realmente surpreendente. As gotas de água literalmente "quicam" na superfície do metal e parecem ser repelidas por ele!

agua

As aplicações podem ser diversas; desde a fabricação de superfícies antiaderentes em utensílios domésticos, passando pelo uso como protetor de aparelhos eletrônicos, até o revestimento de fuselagem de aviões.


Impressionante, não? De fato, um grande avanço tecnológico que, vendo de perto, parece efeito especial de cinema.

Veja o vídeo com a demonstração do material e explicação do professor de Óptica da Universidade, Chunlei Guo.


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domingo, 11 de janeiro de 2015

Boyhood

Quem não assistiu deveria assistir! Boyhood (2014), do diretor e escritor Richard Linklater, é um filme único e o roteiro, na minha opinião, não poderia ser outro! 

O filme conta a história do garoto Mason (Ellar Coltrane). No entanto, não é uma história excepcional, com grandes tramas e reviravoltas. É a história de sua vida, do seu dia a dia, dos seus 5 aos 18 anos de idade. O mais impressionante é que todo esse período é vivido pelo mesmo ator. Sim! Boyhood foi produzido ao longo de 12 anos, de 2002 a 2013.

É fantástico acompanhar a vida de Mason e se identificar com situações do cotidiano que, certamente, todos vivemos em algum momento, mais ou menos intensamente!

Não há muito mais para falar a respeito... Um filme tocante e impressionante e que mostra que independente das situações que vivemos, a vida sempre segue seu rumo. Pessoas vêm e pessoas vão, aprendemos coisas, ensinamos coisas, ganhamos, perdemos etc. Não importa! A vida sempre continua e assim envelhecemos e criamos nossa história...


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sábado, 3 de janeiro de 2015

Medianeras

Pra começar o ano de 2015 indico um filme que assisti ontem. Chama-se "Medianeras", do diretor e escritor argentino Gustavo Taretto. No Brasil, estreou em 2011 e, embora não seja novo, trata de um tema muito atual: as relações humanas na era digital!

Em uma Buenos Aires contemporânea, Martín (Javier Drolas) e Mariana (Pilar López de Ayala), após rompimentos amorosos, vivem suas vidas cotidianas reclusos em seus apartamentos em prédios vizinhos. Ele, webdesigner, mantém uma relação com o mundo através da internet. Ela, arquiteta e vitrinista, se relaciona com os manequins que habitam seu apartamento.

Aparentemente, formam o casal perfeito e o filme brinca com isso: em diversas situações do dia a dia, Martín e Mariana se cruzam, mas nunca se encontram...


Sem spoilers, é um filme simples, mas profundo, com uma bela fotografia e que mexe e prende o telespectador. Com certeza, um excelente filme!

"A internet me aproximou do mundo, mas me distanciou da vida"
(Medianeras)

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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Feliz 2015!

Hoje, último dia do ano de 2014 darei uma pausa e retornarei no ano quem vem, 2015. 

Desejo a todos os novos leitores um excelente Ano Novo e ótimas festas de Réveillon (do francês, acordar).


Muitos beijos e abraços!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

O homem da favela

(Manuel Lobato)

Dr. Levi dá plantão no Hospital dos Operários que fica perto de uma favela. Ele é meio conhecido na favela porque sobe o morro de vez em quando, em visita médica à Associação dos Deficientes Visuais. Mesmo assim, já foi assaltado nove vezes, sempre de manhã, quando está saindo do pátio em seu carro. Por causa disso, Dr. Levi anda prevenido. Não compra revólver mas, ao deixar o plantão, já vem com a chave do automóvel na mão, passos rápidos, abre a porta, entra depressa, liga o motor, engrena a marcha, acelera e dispara. Não se preocupa com os malandros que tentam abordá-lo na estrada.

A neblina prejudica a visão do médico nessa manhã de inverno. Ele aperta o dispositivo de água, liga o limpador que faz o semicírculo com seu rastro no pára-brisa. Vê no meio da estrada, ainda distante, um pedestre que finge embriaguez. O marginal está um tanto desnorteado, meio aéreo, andando sem rumo, em ziguezague. Parece trazer um porrete na mão.

Dr. Levi será obrigado a diminuir a aceleração e a reduzir a marcha. Se o mau elemento continuar na pista, terá de frear. Se parar, poderá ser assaltado pela décima vez. O carro se aproxima do malandro. Ele usa boné com o bico puxado para frente, cobrindo-lhe a testa. Óculos escuros para disfarce, ensaia os cambaleios, tomba um pouco a cabeça, olha para cima, procura o sol que está aparecendo, sem pressa, com má vontade.

O médico, habituado a salvar vidas, tem ímpeto de matar. Acelera mais, joga o farol alto na cara do pilantra, buzina repetidas vezes. O mau-caráter faz que procura o acostamento, mas permanece na pista.

O carro vai atropelar o velhaco. Talvez até passe por cima dele, se continuar fingindo que está bêbado. Menos um para atrapalhar a vida de gente séria.

O esperto pressente o perigo, deve ter adivinhado que o automóvel não vai desviar-se dele, ouve de novo a buzina, o barulho do motor cada vez mais acelerado. De fato, o carro não desvia de seu intento. Obstinado, segue seu rumo. Vai tirar um fino.

O vivaldino é atingido de raspão, cambaleia agora de verdade, cai de lado. O cirurgião ouve o baque, sente o impacto do esbarro.

Vê pelo retrovisor interno a vítima caída à beira da estrada. O vidro de trás está embaçado, mas permite distinguir o vulto, imagem refratada. Gotas de água escorrem pelo vidro não como lágrimas, e, sim, como bagas de suor pelo esforço da corrida. Não há piedade, há cansaço.

Dr. Levi nota que o retrovisor externo está torto, danificado. Diminui a marcha, abaixa o vidro lateral, tateia o retrovisor do lado de fora. O espelho está partido, sujo de sangue. O profissional se sente vingado, satisfeito, vitorioso, como se estivesse saindo do bloco cirúrgico, após delicada operação, na qual fica provada a sua frieza, competência, habilidade. O dom de salvar o semelhante e de também salvar-se.

No dia seguinte, ao cair da tarde, chega o plantonista ao Hospital dos Operários. Toma conhecimento do acidente. O paciente – algumas fraturas, escoriações – está fora de perigo. Deu entrada ontem de manhã, mal havia chegado o substituto do Dr. Levi.

Na ficha, anotações sobre a vítima: funcionário da Associação. Seus pertences: recibo das mensalidades, uns trocados, óculos e bengala. Cego.

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Fonte: LOBATO, Manuel. "O homem da favela". LEITE, Alcione Ribeiro. O fino do Conto. Rio de Janeiro: Editora RHJ.


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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Feliz Natal!

Seja celebrando com a família, com os amigos ou sozinho. Seja ganhando ou dando presentes, comendo grandes banquetes ou uma refeição singela. Seja acreditando no significado pagão ou religioso atribuído ao Natal... não importa!

Um Feliz Natal a todos os leitores! Conto com vocês em 2015!


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